Bacias hidrográficas

As bacias hidrográficas podem ser definidas como uma parte do relevo abastecida por um rio principal, seus afluentes e subafluentes. Estes últimos são pequenos rios que desaguam em rios intermediários (afluentes), que desaguam no rio principal.

Geralmente, o rio principal é o maior rio que existe nessa porção do relevo, e é ele que dá o nome para a bacia hidrográfica. Os rios que desaguam nele compõem todo o restante da hidrografia regional.

Para distinguir uma bacia de outra, usamos as partes mais altas do relevo, que chamamos de divisores de água, pois são nessas áreas que as águas são separadas de uma bacia para a outra.

Elementos de uma bacia hidrográfica

Entre os elementos que compõem uma bacia hidrográfica, não há um que seja mais ou menos importante do que o outro. Afinal, trata-se de um conjunto de rios, e todos têm sua devida importância para o desenvolvimento da bacia.

Esquema representando uma bacia hidrográfica.

Vejamos agora quais são esses elementos.

Rio principal: rio de maior volume localizado na região delimitada do relevo. Esse rio dá nome à bacia, sendo o mais importante, pois é o mais utilizado, seja para transporte, seja para agricultura, seja para geração de energia.

Afluente: rio intermediário que alimenta o principal. Grandes bacias hidrográficas possuem vários afluentes, tanto do lado esquerdo quanto do lado direito do rio principal.

Subafluente: rio de pequena vazão que deságua no afluente do rio principal da bacia. Esses pequenos rios são importantes, pois alimentam todo o sistema, sendo, em muitos casos, a nascente da bacia.

Divisor de água: área onde se delimitam as bacias hidrográficas, localizada na área mais alta do relevo. Nessa parte, há a separação das águas, escoando para um lado e para o outro.

Várzea: quando há a época da cheia dos rios, essa água transborda para as margens baixas que os acompanham. A área que suporta as águas que transbordam é chamada de várzea.

Foz: local em que um rio deságua em outra área com água, podendo ser outro rio, lago, lagoa ou o mar.

Tipos de bacias hidrográficas

Existem bacias hidrográficas diferentes umas das outras. A compreensão dessa diferença é fundamental para entendermos de que forma o rio, com sua bacia, é utilizado pelas sociedades que o rodeiam.

Além disso, é bom distinguir os regimes desses rios, como eles são alimentados e como é sua variação. Existem rios de regime pluvial, quando sua vazão depende da água das chuvas; quando a origem das águas ocorre com o degelo; e rios de regime misto, que dependem do degelo e das chuvas. Um exemplo deste último é o Rio Amazonas.

Vamos entender os principais tipos de bacias hidrográficas:

Endorreica: bacia que desagua em um lago ou em um mar fechado, não chegando ao mar aberto.

Exorreica: bacia com águas levadas diretamente para o mar aberto.

Arreica: constitui-se de águas que desaparecem durante o percurso e não seguem uma direção específica. Esse desaparecimento pode ocorrer por infiltração no solo ou evaporação, como em áreas de clima desértico.  

Criptorreica: bacia com águas que alimentam áreas subterrâneas, como cavernas e grutas.

Podemos comparar os rios principais a grandes depósitos de água dos afluentes e subafluentes. Os dois últimos atuam desde a montante (área onde começa a correr a água de um rio, próxima à nascente, na parte mais alta), indo em direção à jusante (quando as águas correm em direção à foz, na parte mais baixa).

Qual a importância de uma bacia hidrográfica?

Desde o início da humanidade, a maioria das grandes civilizações surgiu próxima a rios. Isso aconteceu na Mesopotâmia, com os rios Tigre e Eufrates, com a sociedade egípcia, com o Rio Nilo, entre outras. Isso nos mostra a importância de preservamos esse recurso essencial para a existência da nossa vida.

Sabemos que a água é um recurso renovável reposto na superfície terrestre diariamente, graças ao ciclo hidrológico. Entretanto, o consumo irracional, com desperdícios, a poluição dos rios e a falta de saneamento básico em várias partes do mundo fazem com que muitos povos sofram com a escassez desse recurso, que grande parte da população acha ser infinito, mas não o é.

O desmatamento, a compactação do solo e a impermeabilização das cidades, com asfalto e concreto, dificultam a infiltração da água nos solos, o que compromete o volume das águas seguindo o raciocínio do ciclo hidrológico. Além disso, mananciais são ocupados de forma irregular, além da poluição doméstica lançada nos rios, como lixo e esgoto.

 A poluição nos rios e oceanos prejudica o bom desenvolvimento das bacias hidrográficas.

Ao analisarmos as atitudes humanas, percebemos que cuidamos pouco da água que nos cabe. Isso é um grande erro, pois água é o elemento primordial para a existência da vida. Estima-se que apenas 2,5% da água do planeta é doce, e deles, apenas 0,4% é próprio para o consumo. O restante está nas geleiras ou no subsolo, nos depósitos de água conhecidos como aquíferos.

Algumas regiões do planeta, como Oriente Médio e alguns países africanos, já sofrem com situações de escassez de água, tendo que importar alimentos básicos, pois a agricultura da região não consegue ser abastecida.

Estudos mais pessimistas apontam que a água será o objeto a ser disputado nas guerras dos próximos anos, caso não tenhamos conscientização sobre sua importância e tomarmos os devidos cuidados. Isso quer dizer que a falta de água em uma região afetará a todos, direta ou indiretamente. Cabe a todos nós a preservação desse recurso essencial.

Fonte: brasilescola.uol.com.br

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